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Paulo Rogério Pinheiro desabafa sobre ataques e rotina sob escolta no Goiás
Por Redação FutGoiás em 18/08/2026 10:49
O cenário político do Goiás Esporte Clube vive um momento de tensão nos bastidores. Paulo Rogério Pinheiro, atual presidente do Conselho Deliberativo da agremiação, utilizou o espaço da Rádio Bandeirantes para externar seu profundo descontentamento com a exposição negativa e o volume de cobranças que tem enfrentado. O dirigente alega estar exausto de ter sua imagem atrelada a cada contratempo do clube, destacando o impacto direto que esse cenário exerce sobre sua rotina e bem-estar familiar.
Em sua fala, o conselheiro pontuou que a responsabilidade por problemas administrativos muitas vezes é direcionada a ele de forma arbitrária, ignorando os limites de sua atual função. A insatisfação é clara ao observar como o nome da família Pinheiro se tornou um alvo frequente em discussões nas plataformas digitais e entre formadores de opinião.
?O Paulo Rogério tá cansado. O Paulo Rogério tá sendo acusado de tudo, até do dia da cerveja ele foi acusado, gente. Sai nas redes sociais, os blogueiros, é culpa dos Pinheiros.?
O legado da gestão e os limites da influência
Ao abordar as críticas que recebe, o dirigente buscou resgatar episódios de sua passagem pela presidência executiva, período em que, segundo ele, houve avanços significativos na estrutura do estádio e na qualidade dos serviços oferecidos à torcida. O objetivo foi contrapor a imagem negativa construída por parte dos críticos com ações concretas realizadas durante seu mandato anterior.
?Quando era presidente, ainda faltou cerveja? Quem montou as duas câmaras frias do Goiás ? Quem obrigava a ter cerveja barata, de marca e comida boa? Eu era presidente?, relembrou.
Quanto à sua atuação atual, Paulo Rogério foi enfático ao delimitar seu campo de ação. Ele esclareceu que não detém poder decisório na gestão do dia a dia do clube, limitando-se a oferecer aconselhamentos apenas quando é formalmente consultado por membros da diretoria ou do conselho fiscal.
?Eu sou criticado por tudo, o Paulo Rogério tá afirmando, não tem poder de gestão. Quando o Aroldo me liga, eu dou minha opinião, se ele vai acatar a minha opinião ou não é problema dele. Quando o Lourival, o conselheiro fiscal, faz uma consulta de mim, eu dou minha opinião porque ele perguntou. Eu não ligo para ninguém e falo, não faz isso?, afirmou.
O peso da vida sob escolta e a pressão familiar
Para além das questões esportivas e institucionais, o desabafo revelou o custo pessoal dessa exposição pública. Paulo Rogério descreveu uma rotina cercada por medidas de segurança, algo que, segundo ele, torna a vida cotidiana extremamente desgastante. O dirigente questionou o nível de resiliência exigido para ocupar cargos de alta visibilidade no futebol brasileiro, enfatizando o sofrimento de seus familiares diante das ofensas constantes.
?Gente, quem sem consciência aguenta tanta porrada que eu levo? Qual dirigente vai estar presidente do Goiás que vai aguentar as porradas? Se você pensa, esquece que eu tenho filho, família. As pessoas sofrem. Você acha que é legal andar com dois seguranças armados ao seu lado o tempo todo??
Essa declaração reforça o clima de animosidade que tem cercado os bastidores do Esmeraldino. A pressão vinda das redes sociais e os episódios de hostilidade pública em locais de convivência em Goiânia compõem um quadro que, na visão do dirigente, ultrapassa os limites aceitáveis de cobrança esportiva, afetando severamente sua integridade e a de seus entes queridos.
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