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Goiás busca empréstimo milionário para pagar jogadores

Por Redação FutGoiás em 29/08/2026 11:39

A gestão financeira do Goiás Esporte Clube caminha por uma linha tênue neste segundo semestre de 2026. Para tentar estancar o sangramento das contas e honrar os compromissos básicos com o departamento de futebol, a cúpula esmeraldina estuda uma medida drástica: a captação de um empréstimo financeiro expressivo, estimado em R$ 23 milhões. O objetivo é dar fôlego ao caixa e garantir que o clube termine o ano sem pendências asfixiantes.

Essa engenharia financeira visa solucionar um problema que afeta diretamente o rendimento e o clima nos bastidores da Serrinha. Atualmente, o elenco profissional acumula vencimentos em aberto, divididos entre obrigações de carteira de trabalho (CLT) e parcelas de direitos de imagem. Embora a diretoria tente minimizar o impacto público da situação, a necessidade de buscar recursos externos de forma emergencial evidencia as falhas de planejamento da atual temporada.

Para entender a dimensão do passivo que a diretoria tenta equacionar com os R$ 23 milhões pleiteados, veja o panorama das pendências financeiras do clube:

Categoria Tipo de Pendência Situação Atual
Jogadores Direitos de Imagem 2 parcelas em atraso
Jogadores CLT 1 parcela em atraso
Demais Funcionários Salários Totalmente regularizados

Gestão financeira do Goiás projeta empréstimo de R$ 23 milhões

O diretor de futebol do clube, Michel Alves, admitiu abertamente que a busca por crédito bancário é a principal alternativa na mesa diretiva. A transação, contudo, ainda carece de uma formalização oficial e de transparência quanto às taxas e prazos que comprometerão as receitas futuras do Esmeraldino. Aceitar um endividamento deste porte é sempre um remédio amargo que pode cobrar juros altos a médio prazo.

A justificativa para o endividamento é a urgência em restabelecer a normalidade no departamento de futebol antes do encerramento do calendário esportivo. Com o dinheiro em conta, a cúpula planeja quitar os débitos imediatos e assegurar o fluxo de caixa para as despesas contratuais que vencerão nos próximos meses.

Elenco esmeraldino teve iniciativa para proteger funcionários

No meio deste cenário de instabilidade financeira, destaca-se uma postura louvável por parte dos atletas. Cientes das dificuldades de caixa da instituição, os líderes do plantel tomaram a iniciativa de se reunir com a gerência de futebol para solicitar que o pagamento dos funcionários de salários mais baixos fosse priorizado.

Essa atitude garantiu que os trabalhadores dos setores administrativos e operacionais do clube recebessem seus vencimentos integralmente, deixando o ônus do atraso concentrado exclusivamente nos atletas profissionais, que possuem maior margem financeira para suportar a inadimplência temporária.

Michel Alves confirmou essa dinâmica interna e detalhou a exata divisão do passivo atual em entrevista concedida à Rádio Bandeirantes Goiânia:

?A situação do clube hoje é a seguinte. Nós temos duas imagens e uma CLT em atraso para o elenco. Os funcionários do clube todos receberam, hoje o atraso é só no futebol.?

Resta saber se a captação do empréstimo de R$ 23 milhões será efetuada a tempo de evitar que o desgaste financeiro contamine o desempenho técnico da equipe dentro das quatro linhas. O Goiás precisa de soluções rápidas e eficientes, sob o risco de comprometer não apenas o presente, mas também o orçamento do próximo ano com o pagamento de dívidas refinanciadas.

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